Com crianças isso não é diferente e na escola dos MEUS FILHOS <-- veja o orgulho no plural: os dois estão na mesma escola [todas comemora] a coisa é bem profissa mesmo! É um processo lindo e explicado e cada coisa tem um motivo. Existe um planejamento até o "tchau" dito pelo aluno.
Tem uma conversa inicial, quando vamos conhecer a escola e a escola faz questão de saber um pouco sobre a criança - pulei esta fase, pois já conheço a escola e a escola conhece meu filho, pois ele estava lá pelo menos umas duas noites por semana no último semestre. Amava o pátio, o parque, a quadra, as crianças e tudo!
Daí os pais são convidados para uma palestra sobre a adaptação, com direito a texto e a cases de sucesso: que foi maravilhosa, muito esclarecedora. Depois a professora conversa com os pais individualmente para aprofundar a estratégia de adaptação. Ficou decidido que Arthur iria começar no primeiro dia de aula, já que é irmão de aluno e já frequentou outro espaço escolar, que teve uma adaptação tranquila, de poucos dias. Por causa disso, até achamos que seria muito fácil.
Arthur participou da arrumação da mochila, da lancheira, escolheu a roupa e foi todo prosa com a sua irmã para a escolinha. Estou muito feliz e ansiosa para viver esta transição de levar meus dois filhotes para a mesma escola.
Abstraia a tosquice deste video: não tenho a menor intimidade com processos de edição. Vai como está!
As brincadeiras são escolhidas a dedo para atrair os pequenos nesta fase: fazem eles mesmos a massa de modelar, pintam com tinta na bacia, cantam muito, usam instrumentos musicais e incluem um brinquedo que tenham trazido de casa no contexto da sala. Hoje o jeito para fazer Arthur entram, foi mostrar uma pista de blocos de montar para colocar a ambulância dele para andar.
Eles tem uma rotina com muitas marcações para dar ideia de tempo: chegar, guardar a mochila, tirar os sapatos, brincam, fazer a primeira roda, atividade, lavar as mãos, lanche, fralda/xixi, lava as mãos, parque, história e fim.
Então, eles vão aprender que os pais somem e reaparecem depois da história e como se divertem entre os dois momentos. Além disso, são várias estratégias para fortalecer os vínculos das profissionais da sala com as crianças, especialmente uma retração da mãe, que deve delegar todos os cuidados e não tomar parte da diversão <-- duro!
Primeiro dia: ele ficou na porta da sala um tempão, para brincar seu local era a porta de saída. Fui a última a sair da sala e enquanto estive lá fora ele me requisitou várias vezes. Não chorou!
Segundo dia: desta vez ficou mais à vontade - a estratégia de levar um livro para mostrar aos colegas foi um sucesso. Nem entrei na sala, da porta combinei que ficaria do lado de fora e lá fiquei, ele me requisitou várias vezes. Não chorou!
Terceiro dia: repeti a estratégia do brinquedo e nem entrei na sala, da porta combinei que ficaria do lado de fora e lá fiquei, ele me requisitou várias vezes. Chorou! Chorou várias vezes, mas participou das brincadeiras e se tranquilizava com os colos da pró e da estagiária. E fomos embora mais cedo que o normal: ele estava com sono e respeitamos.
Agora vem o carnaval e começaremos tudo de novo na quinta, mas estou certa que não será do zero, afinal ele já conhece a pró, a estagiária e a auxiliar... Já sabe quem são os colegas e a rotina na sala. Estou preferindo pensar que esta pausa será uma forma de digerirem o que aconteceu e minha estratégia é sempre falar da escola, da pró e dos colegas, lembrando que depois do carnaval tem aula!
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E como me sinto? Sinto que estou fazendo meu trabalho: que é estar ao seu lado, apoiando, mas o deixando conhecer o mundo, a si próprio e a lidar com as suas frustrações. Confio no trabalho da escola, sou apaixonada por esta professora - vejo seu trabalho com crianças de dois anos desde que fiz a adaptação de Alice no Grupo 4 e percebo a doçura e a alegria com o processo de cada uma. Sei que estar nesse ambiente será excelente para ele não poderia haver escola, professora, coordenação e direção melhor!











