é correto viciar um bebê em colo?

Precisei de anos de terapia para perceber que a culpa na minha vida só me fez mal. Por isso, na criação dos meus filhos, faço o que é possível para mim naquele momento. Simplifico.

Se meu bebê só dorme no colo, ele dormirá no colo e eu acho uma maneira de dormir também. Minha primeira filha adorava dormir no colo, então com a almofada de amamentação e cercada de travesseiros, eu dormia também. Dormia e sonhava! Simples assim.Mantive esta decisão com o bebê caçula e não me arrependo.

Recebi críticas, pois eu estava viciando eles no colo. Eu não dava a mínima e nem me sentia culpada! Naquele momento importante era eu dormir, para estar inteira e apta para cuidar e amar meus filhos. Se para isso ela precisaria ficar no meu colo, ela ficaria!

Ser mãe não é padecer no paraíso! Já temos tantas dores, tantos dilemas. Se forçar ao que não dá, se remoer de culpa quando não deu, já é demais. O ótimo é inimigo do bom, nos forçamos a perfeição e ficamos tão exaustas, tão culpadas, que o mágico se torna trágico. Simplifiquemos!

Se o parto foi anormal, a amamentação foi artificial, se a papa teve que ser congelada, se tem agrotóxico na fruta, se o bebê só dorme na sua cama, não se culpe e faça o que for possível para você e para o bebê. Assim os dois estarão bem: o bebê sente a mãe caindo aos pedaços e isso reflete na relação...

Tenho convicção que quando há amor, atenção, carinho e os pais decidem que é hora, a criança concorda.

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nana, nenê! no sling que é mais gostoso e ajudar a não ter cólica

e bebê viciado dorme no bercinho?

dorme, também dorme!

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Um bebê "viciado em colo" - ou seja, que tem contato físico assim que necessita, ou antes - desde o nascimento tende a ter mais facilidade para se acalmar. Leia este texto:


Sep 7, '11 1:47 PM
para todos

"Uma vez que causas fisiológicas da cólica, como alergia ao leite ou obstrução intestinal são raras, os médicos muitas vezes sugerem mudanças comportamentais para ajudar os pais a lidarem com o choro excessivo do bebê. Os pediatras costumam sugerir alterar os horários das mamadas, embalar o bebê e mudar de posição. Eles sugerem distrair o bebê com sons ou imagens - passear de carro ou ligar uma música. E pesquisas mostram que algumas técnicas funcionam melhor que outras. Mais interessante é notar que alguns bebês acalmam-se mais facilmente que outros.
A prática mais recomendada é sugar, seja o seio, a mamadeira ou a chupeta. E mesmo assim pesquisas mostram que a gratificação oral ou o estômago cheio não são fatores decisivos.
Uma série de estudos com macacos feitos por Harry Harlow mostrou que, tendo escolha, um bebê macaco infeliz escolhe o conforto de uma boneca coberta por tecido macio a uma boneca de metal que fornece leite e a chance de sugar.
O que parece funcionar melhor é o contato humano. Peter Wolff, há muito tempo, demonstrou que pegar um bebê no colo funciona melhor que qualquer outra coisa para acalmar o choro.
Em outro estudo, os pesquisadores Bell e Ainsworth mostraram com uma amostra de 26 bebês que a resposta rápida e consistente da mãe ao choro está associada com uma diminuição na duração do choro do bebê.
Hunziker e Ronald Barr fizeram um teste com bebês que eram segurados no colo por tempos diferentes para ver se isso tinha ou não influência no tempo de choro. Eles recrutaram um grupo de pais e de bebês e pediram que metade carregasse o bebê no colo pelo menos por 3 horas por dia, fora o tempo das mamadas. Os outros foram orientados a não segurar os bebês por mais tempo do que o de costume. Quando os bebês tinham 12 semanas de vida, as mães trouxeram as informações que anotaram nos seus "diários de choro". Os pesquisadores notaram que as mães-controle carregaram os bebês em média 2.7 horas por dia e as mães do teste que seguraram os filhos em média 4.4 horas por dia, um aumento de somente 1,7 horas diárias. Os diários de choro mostram que durante o período de pico de choro (8 semanas de vida), os bebês dos dois grupos choraram com a mesma freqüência, mas aqueles que ficaram no colo por mais tempo choraram 43% menos na duração de cada episódio de choro. A freqüência do choro era a mesma, mas a duração caiu quase pela metade.
Interessante notar que, quando o mesmo procedimento foi tentado com bebês já rotulados como tendo "cólica", não fucionou tão bem. Os bebês não choraram menos. Talvez ser segurado no colo por mais tempo tenha mais efeito quando ocorre desde o nascimento.
Embora o tipo de leite e o total de leite administrado não pareçam afetar dramaticamente o choro do bebê, o tempo da mamada e a forma como a mamada é feita parecem ser de extrema importância para contornar o choro.
Comparando membros da La Leche League, que consiste de mulheres devotadas à amamentação em demanda com um grupo de mães que seguem um esquema tradicional americano de amamentar por horários estabelecidos (com horas entre uma mamada e outra), Barr e seus colegas exploraram a possibilidade de que o tempo entre as mamadas pode ter um efeito no choro.
Observando os dois grupos em casa e através dos diários do choro (escritos pelas mães), Barr e Elias descobriram que os bebês mais quietos eram aqueles alimentados em curtos intervalos e cujas mães respondiam prontamente ao seu choro. Muito interessante é que efetiva é a combinação entre mamada e resposta e não somente mamada. Todos os bebês das mães que davam de mamar em intervalos curtos mas eram lentas ao responder ao choro choravam muito. Em outras palavras, não é só a disponibilidade constante do leite que faz um bebê feliz, mas uma mãe que está engajada e responde prontamente ao chamado dele.
O que os bebês mais precisam, ou o que parece diminuir seu choro, é um pacote de cuidados que coloque seu mundo em ordem. E alguns bebês parecem chorar mais alto que os outros quando seu mundo está fora de ordem."
Tradução de Flávia O. Mandic
Do livro: Our Babies, Ourselves. De Meredith F. Small
http://solucoes.multiply.com/journal/item/72/72